segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Dor de Garganta


12 de Fevereiro de 2009


A folha está branca e o cursor não pára de piscar. Acredita que o que eu mais queria era manchá-la, manchá-la de cores e palavras, de sentimentos e descrições, mas não saí nada. Quase nada. Aquilo que saí é demasiado vago, demasiado sem jeito para transcrever para aqui.
Na minha mente surgem palavras e imagens soltas, pedaços da minha memória que teimam em aparecer quando lhes apetece e dos quais é difícil separar-me. É difícil e digo aqui, em segredo, que não quero. Quero sim recordar aquilo que já foste em mim, aquilo que já fui em ti, aquilo que já fomos um no outro. Com altos e baixos forma-mos um nós, forma-mos um sorriso, uma cumplicidade, quiçá uma lágrima, uma despedida, um até já, um abraço, uma força, um carinho, um olhar, uma compreensão, uma amizade. Porquê há simplesmente momentos que não se esquecem, envio-te esta pequena, mais do que carta, nota. Uma nota que é para estar sempre presente, em ti, em mim, em nós. É o que quero, é por isso que luto, é por isso que te sorrio, é por isso que te abraço, é por isso que sinto a lágrima a cair e aquele nó na garganta a apertar. É por isso sim, por essa coisa chamada Saudade, chamada Amizade, chamada Amor.

Para sempre tua.

4 comentários:

  1. não me chegou ca nenhuma carta =p

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  2. há coisas impossíveis de descrever.
    mas, de uma palavra tudo pode surgir. basta entender quem a escreveu e/ou disse.

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